terça-feira, 21 de outubro de 2014

Stress/Estresse O Mal do Século, Como Administrá-lo?

Caro Leitor!
     
  Pare para pensar quantas vezes você disse: “Hoje eu tô muito estressado(a)? Quantas vezes você falou “Nossa meu trabalho é muito estressante! Ou até mesmo -Vou evitar fazer algo porque isto me estressa demais? Pois é, o que já foi reconhecido pela medicina como doença, hoje é visto apenas como um adjetivo de que algo não vai bem, ou uma pessoa que esteja passando por um breve momento de irritabilidade, mas para resumir tudo dizemos apenas que o comportamento se baseia no dito “estresse”.
          Este mal afeta tanto os homens quanto as mulheres, prova disso é o resultado de uma pesquisa desenvolvida pelo sociólogo suíço Johannes Siegrist, que após 20 anos estudando este mal, concluiu que um dos maiores fatores para o desencadeamento do estresse na atualidade é o resultado do desequilíbrio entre esforço e recompensa e que os trabalhadores que se sentem mal remunerados ou não reconhecidos pelo chefe têm duas vezes mais chance de sofrer de males como estresse, ansiedade, depressão e até infarto. Professor de sociologia médica e diretor do curso de pós-graduação em saúde pública da Universidade de Düsseldorf, na Alemanha, Siegrist afirma que os prejuízos decorrentes do desequilíbrio entre esforço e reconhecimento também podem ser observados em outros aspectos da vida, como a relação familiar, conjugal e escolar: – Apesar de o estudo ser voltado para o ambiente de trabalho, incluindo atividades voluntárias, a relação entre esforço e recompensa está no dia a dia, em qualquer relação interpessoal. Embora ainda seja subdimensionada por grande parte dos gestores, a necessidade de recompensa é um dos fatores mais valorizados mundialmente.
          De acordo com a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association (Isma-BR), a falta de valorização afeta a autoestima da pessoa, fazendo com que ela se torne o passivo agressivo. Também afeta a autoconfiança, a fazendo se sentir incompetente, definitivamente, afeta o nível de motivação e satisfação – analisa. Em alguns casos, a depressão se torna a evolução do estresse gerado pela falta de motivação no trabalho e nas relações pessoais. Ana Maria argumenta que o prejuízo ocorre tanto do lado da pessoa quanto da empresa. O funcionário tende a adoecer. Já para a empresa, o resultado é a falta de qualidade, erros e o surgimento do presenteísmo, quando o funcionário está presente fisicamente, mas emocionalmente distante.

Confira abaixo 5 dicas preciosas para saber como lidar/administrar este mal:

1º- Pratique exercícios físicos com mais frequência (As atividades físicas ajudam a esquecer as preocupações diárias e ainda fazem bem à saúde, pois inibem as reações adversas causadas pelo estresse, como a perda de energia.):
2º- Tire um pouco o pé do acelerador (É importante identificar as fontes de estresse e fugir delas):

3º- Reserve mais tempo para o Lazer (Lembre-se “Tempo livre para você, não é sinônimo de tempo perdido”):


4º- Evite deixar muito trabalho acumulado e para realizar de última hora (O hábito brasileiro de deixar tudo para a última hora deve ser evitado com a programação das tarefas e compromissos):

5º- Sempre tenha em quem confiar (Aquele ombro amigo, que você possa contar sempre, as pessoas precisam de confidentes, para que desabafem suas preocupações ou simplesmente conversem. Claro que não deve confiar em qualquer um, mas também não é preciso se isolar):


Espero que tenham curtido a postagem, e utilizem estas dicas super importantes para ter uma vida cada vez mais TRANQUILA!!!              
                                               

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Os "intocáveis"

      O sistema de castas da Índia é uma divisão social da sociedade Hindu (não apenas na Índia, mas no Nepal e outros países e populações da mesma religião).
       Segundo essa organização social as pessoas eram classificadas de acordo com a cor da pele e o grupo em que nasciam. A primeira menção escrita às castas aparece num livro sagrado hindu, as Leis de Manu, segundo ele se define casta como "um grupo social hereditário, onde as pessoas só podem casar-se com pessoas do próprio grupo, e que determina também sua profissão, hábitos alimentares, vestuário e outras coisas, induzindo à formação de uma sociedade sem mobilidade social". Com o tempo, estabeleceram-se quatro castas principais e também os párias ou "intocáveis", que não pertenciam a nenhuma casta. Segundo a história as castas foram definidas a partir do corpo de Brahma (criador do universo) e são elas:
  • A cabeça (Brâmanes) representa os sacerdotes, filósofos e professores;
  • Os braços (Xátrias) são os militares e os governantes;
  • As pernas (Vaixás) são os comerciantes e os agricultores;
  • Os pés (Sudras) são os artesãos, os operários e os camponeses.
  • A poeira sob os pés (Dalit ou "intocáveis)" não foi originada do corpo de Brahma, por isso não pertence às castas, é constituída por aqueles (e seus descendentes) que violaram os códigos das castas a que inicialmente pertenciam, são considerados impuros, por isso as pessoas não os tocam.
       As relações nesse sistema são muito rígidas, quem nasce numa casta não tem como sair dela e passar outra. Não há, portanto, mobilidade social nesse sistema.Isso pode ser verificado pela hereditariedade (a casta é passada de pai pra filho), casamento só entre membros da mesma casta, regras relacionadas à alimentação e proibição do contato físico entre membros das castas inferiores e superiores.
       Em teoria, o sistema de castas foi abolido por decreto em 1947 e posteriormente adicionado a constituição de 1950, mas é bastante óbvio que a religião e a crença dominam a política do país. Mesmo que existam leis "proibindo" essa descriminalização ela pode ser facilmente observada e ninguém (das castas superiores) parece se importar em implementá-las, nem mesmo as autoridades responsáveis.
       Enquanto isso, as pessoas continuam vivendo sem nenhuma previsão de mundo melhor, pois a rigidez do seu sistema impede que elas tenham alguma chance de melhorar sua vida através do trabalho, ou qualquer outro meio.
        A minha crítica a esse sistema de organização social é que as pessoas usam a religião como uma forma de mascarar seus preconceitos. A religião deveria trazer conforto, dar um sentido a vida que levamos e não ser uma série de regras sobre como viver. Muitas pessoas (alguns candidatos a PRESIDÊNCIA) usam esse discurso hoje. Utilizando a religião como forma de segregação, disfarçando seus próprios preconceitos com as diretrizes da igreja.
      O preconceito é muito importante na estratificação social, pois as pessoas são impedidas de se misturarem de acordo com a roupa que usam, celular, bairro onde moram, emprego... Mesmo que o nosso sistema de organização, hoje, seja basicamente em classes de acordo com a renda, o preconceito ainda é um grande divisor da sociedade e nós, que tanto julgamos os indianos, fazemos o mesmo, mas nossas castas tem outros nomes.
          As relações nesse sistema são muito rígidas, quem nasce numa casta não tem como sair dela e passar outra. Não há, portanto, mobilidade social nesse sistema.Isso pode ser verificado pela hereditariedade (a casta é passada de pai pra filho), casamento só entre membros da mesma casta, regras relacionadas à alimentação e proibição do contato físico entre membros das castas inferiores e superiores.